Hoje em dia vemos pessoas felizes em alguns aspectos e completamente frustradas em outro, é mais comum do que imaginamos. Ana tem 40 anos e nunca se casou, mas já conheceu mais de 30 países. Júlia se casou aos 25 mas ainda não tem casa própria. Ricardo tem uma casa avaliada em 5 milhões de reais e 3 carros em sua garagem, mas vive sozinho. Felipe tem 2 filhos e um casamento feliz, mas nunca saiu do país.
Será que a sensação de insatisfação é maior do que as nossas realizações?
Quando vivemos muito insatisfeitos é como se algo dentro de nós estivesse quebrado e fosse quase impossível consertar. Ficamos frustrados e não vemos a luz no fim do túnel, a situação às vezes fica tão ruim que só largamos de mão, afinal, não tem mais jeito né?
30 anos de casamento fracassado não tem mais jeito, né?
5 anos parada no mercado de trabalho não tem mais jeito, né?
Um término doloroso aos 35 anos não tem mais jeito, né?
Às vezes precisamos ressignificar certas coisas dentro de nós, precisamos parar um pouco e nos observar, mesmo que internamente, precisamos respirar, precisamos até mesmo nos desconectar de certas coisas ou pessoas. Podemos conquistar muitas coisas, mas se algo que desejávamos muito não acontecer, pode ser que se sobressaia no meio das coisas boas, e o sentimento de frustração continue ali no decorrer dos anos, vendo a vida passar e a frustração continuar.
Será que realmente não tem mais jeito?
Será que precisamos ter uma vida medíocre por conta de nossas frustrações?
Será que não podemos dar a volta por cima?
Independente da idade, do ano, da fase da vida, tudo tem um jeito, porque estamos vivos.
Não é papo de coach, não é “só mais uma frase motivacional”.
Viver com essa insatisfação te destrói aos poucos, faz com que você não consiga tomar o controle da sua própria vida porque acha que não tem mais jeito. Isso serve pra mim, pra você e pra qualquer pessoa. Mesmo que pareça que você não conquistou e realizou NADA, olhe para as pequenas coisas, elas também são conquistas.
Medíocre não necessariamente é algo péssimo, mas é algo que não é ruim e nem bom, algo na média. Será que uma vida “na média” nos fará verdadeiramente felizes?
A zona de conforto é confortável, mesmo que já estejamos no nosso limite, desejando uma mudança, por já estarmos acostumados com a mediocridade não fazemos nada para sair dela. Uma vida limitada pela frustração nos faz viver com o sentimento de insuficiência.
A insatisfação com nós mesmos torna a nossa vida medíocre porque vivemos tão frustrados que a vida vai passando e muitas vezes não fazemos nada. Começar ou recomeçar, mesmo que em pequenos passos, já é começar uma caminhada de menos insatisfações e de mudanças, sejam elas internas ou externas.
With love, Duda.

Tem horas que a vida cansa.
ResponderExcluirE não é falta de vontade de mudar.
É exaustão.
Talvez a gente permaneça em certas situações não porque acredita nelas, mas porque já não tem força emocional e física pra lutar contra a correnteza todos os dias.
E aí o confortável vira prisão.
Não porque faz bem.
Mas porque dói menos do que tentar de novo.
A pior parte de “morrer na praia” não é a distância percorrida.
É perceber o quanto você nadou sozinho.
Você não precisa nadar 300 metros sozinho (a), cada distância percorrida, mesmo que mínima, já começa a fazer diferença. Se ficarmos parados na ilha, ninguém irá nos salvar, nem nós mesmos. Enquanto há vida, há chance de mudança e de começar ou recomeçar!
ExcluirEnquanto uns aproveitam o post pra reavaliar a sua vida, suas atitudes e aparar as arestas pra procurar viver com mais leveza outros preferem lamber as próprias feridas, culpando a vida.
ResponderExcluirEscrevi baseado na minha opinião, mas realmente cada um pode interpretar de formas diferentes. Acredito que, enquanto há vida e saúde, claro, podemos continuar tentando, por mais cansativo que seja. Desistir e se acomodar só faria com que o sentimento de insuficiência aumentasse e a frustração se tornasse o centro das nossas vidas.
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